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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Quando o carteiro chegou e o meu nome gritou com uma caixa na mão....

...não tinha idéia do que me traria. Abri a caixinha com avidez, louquinha para ver o conteúdo. Babeiiiiiiiiiiiiii..... Olhem só:

Um saquinho branco chiquésimo e lindíssimo com meu monograma bordado, um saquinho de botões cobertos com tecidos bordados, imaginem só!!! Um bilhetinho super carinhoso e ainda dois outros monogramas maravilhosos!!! Gente, parece bordado à mão, tal a perfeição do trabalho da Zezé.
 Sim, Zezé, essa bordadeira arteira danadinha aí de cima que viu meu comentário num post do Marília Baunilha, blog do grupo de baunilhetes a que ela pertence, e quis me presentear com o que eu havia admirado lá. Jamais podia imaginar que meu comentário iria me proporcionar uma alegria dessas! Tô babando , babando... e já antevendo o que farei com os bordados. Me aguardem!!! 
Conheçam o Marilia Baunilha e Patch, vão amar o trabalho, a união e a alegria delas.
Olhem a perfeição dos meus Vs e dos botões. Olhem esses sapatos, os bichinhos, as flores...Meu queixo ainda não voltou pro lugar.....
Zezé, querida, quero agradecer e contar que fiquei emocionadíssima com o presente. Quando você me pediu o endereço, não entendi nada, mas como conhecia o grupo, enviei. Só posso dizer que ameiiiiiiiiiiiii, que ameiiiii, que ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.....(tá vendo como eu tô cantando??? rs)Mil vezes obrigada!!!

sábado, 20 de março de 2010

Dia do Artesão - 19 de março - A moça tecelã


No Dia do Artesão lembrei-me deste conto da Marina Colasanti, que aprecio tanto. Podemos fazer inúmeras leituras do texto, e a cada releitura, novos significados.


A Moça Tecelã
Conto de Marina Colasanti

Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.
Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.
Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.
Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza. Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.
Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila.
Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.
Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.
Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.
Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.
E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.
— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.
Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.
— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.
Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.
— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!
Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.
Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.
A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.
Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.


Doze reis e moça no labirinto do vento - 2ª ed. Rio de Janeiro - Nórdica - 1985

domingo, 28 de fevereiro de 2010

E por falar em presentes...

mostro no novo o trabalho da minha irmã nas toalhas de rosto e lavabo, em macramê. Essas são todas minhasssssssssssss... Presentes que ela vai me dando e eu vou colocando em uso devagar. Tem muitas mais. Lembrando: o bordado de fitas é dela também, mas o ponto cruz , pintura e bordado aberto, são de parceiras maravilhosas que ela tem.
Família Arteira, essa...rs

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Bolsas em jeans reutilizados (recycled jeans) -2009

Bolsa franzida, com bordado em miçangas coloridas no bolso e alças em seda estampada .

Bolsa tipo ecobag, com os dois bolsos externos bordados com continhas tipo madrepérola e alça de cor'dão. Acompanha chaveiro com coruja em jeans. O botão utilizado deve ter, pelo menos, 20 anos. É uma jóia!!!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Almofada em ponto cruz e encosto de cabeça - 2009

Para agradar a futura vovó: "Quando a mãe pensa que seu trabalho acabou, ela se torna avó."
Bordado feito por uma pessoinha muito querida, que está muiiito longe. Foi fazer artes na Suíça. Saudades, Tetê.Para encostar a cabeça e relaxar.... Esses encostos de cabeça são maravilhosos. Não viajo sem o meu.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Carteira em jeans reutilizados - recycled jeans - 16/40

Carteira em jeans reutilizados, forrada com tecido de algodão, fecho magnético. Enfeite de flor de fuxico em courinho e voil. A borda tem contas de madeira aplicadas.
A flor também é confeccionado em material reciclado.
Por dentro, fuxico e fecho magnético.
Por dentro, bolso.

terça-feira, 7 de julho de 2009