sexta-feira, 6 de maio de 2011

Pensando na vida... e em algum Dia das Mães já vivido...



Tenho vivido dias tão intensos ultimamente, tão especiais, ligados à família, a lugares que nos deram muitas alegrias, que ouvi este trechinho da música "Quero" da Paula Fernandes e fiquei aqui pensando na vida, cheia de saudades de momentos e de pessoas que não voltam: meus pais e meus sogros, que coloriam a minha vida ainda mais... O almoço do Dia das Mães era na mamãe e o do Dia dos Pais era na minha sogra e ambos eram ocasiões de uma alegria só!!


Mas a vida segue e a saudade agora não dói mais, apenas emociona...

"Eu tô com saudades
Da nossa amizade
Do tempo em que a gente
Podia se ver
Eu não sou palavra
Eu não sou poema
Sou humana pequena
A se arrepender..."
No meu outro blog , palavrArteira, escrevi, há uns dois anos, esta lembrança dos meus dias das Mães e compartilho aqui com vcs.

"Dia das Mães de algum ano antes de 1999:



Felicidade? É isso:


Acordávamos cedo. Filhos ainda dormiam e as visitas também (de vez em quando um dos irmãos dormia aqui com a família), mas nós tínhamos de agilizar tudo, pois os meninos (meus irmãos e suas famílias) não demorariam a chegar para comemorar o Dia das Mães com a mamãe, que morava bem aqui ao lado (eu tive o privilégio de tê-la morando pertinho de mim nos últimos anos de sua vida). A geladeira já estava cuidando das sobremesas, feitas na véspera. Neuza e Libinha ajudavam aqui e depois todas íamos ajudar a mamãe nos preparativos do almoço, que era sempre uma festa, enquanto os meninos.... (os adultos seriam sempre "os meninos") Sabe onde estavam? No barzinho da esquina papeando ou tomando cerveja, claro!!! Só vinham quando dizíamos que a comida estava pronta. E a comida? Lembra? Comida de mãe: arroz, feijão , frango cozido e depois colocado no forno, carne assada (hummmm...) alguma salada diferente , e o inimitável macarrão, delicioso, saudoso, desejado macarrão, feito com a borra da carne assada e massa de tomate, e que só ela conseguia deixar com aquele sabor. Ela, a D. Conceição, que corria pra lá e pra cá, sem saber se beijava os netos, se recebia os vizinhos, se ria com as filhas e noras amadas(nem falo em genro, pq meu marido era o único, mas para ela, sempre foi mais um filho), se abraçava os filhos, se mexia as panelas. E sempre rindo. De vez em quando ia ao espelho do banheiro e ajeitava o cabelo, porque sempre podia aparecer algum engraçadinho com a filmadora. (Ah, meu filho, não me filma não...) Abençoada filmadora, que agora traz seu sorriso de volta nos vários filmes que consegui recuperar. A falação era tanta... as conversas cruzadas, a televisão com som alto, os netos adolescentes gargalhando no quartinho (contando alguma peripécia, com certeza!), os pequenos correndo pra lá e pra cá, mas ninguém se importava. Aquele era o som da felicidade, da alegria, da vida que a gente conhecia e apreciava tanto. Porque ela tinha o dom de nos proporcionar uma alegria tão intensa... Sua casa era o ninho, o coração, o abrigo, o aconchego, o lar mais desejado e festejado que podia haver. Luxo não tinha, a casa era pequena para abrigar tanta gente, mas o amor transbordava em cada canto!!! E nós sorvíamos tudo isso com avidez, mas sem imaginar que um dia acabaria. Muitas vezes, depois de toda essa festa, ela ficava de cama. Porque a sua perna inchada novamente dava trabalho. Mesmo no meio dos preparativos, ela já estava sentindo dores, mas não falava. Agüentava bravamente até o fim do dia. E desabava, depois que todos tivessem voltado para suas casas com a sensação de terem vivido um dos momentos mais felizes de sua vida. E talvez, no seu delírio de febre, imaginasse que aquele era o seu paraíso. Porque a vida para ela era isso: distribuir amor incondicionalmente, e boa comida...
Que saudade, mamãe. Se você, hoje, estivesse aqui, minha casa não teria o silêncio que tem agora. Eu não estaria me aprontando para almoçar em um restaurante qualquer e nem estaria aqui, com as lágrimas correndo, cheia de saudade daqueles dias tão felizes com a família toda reunida.


PS.: Meus filhos sabem, lendo aqui, que não estou triste , pelo contrário, como mãe, estou realizada e feliz. Um deles está aqui e o outro já ligou cedinho. Estou apenas saudosa, como filha e como nora, porque nunca mais terei dias como aqueles. O tempo não volta, infelizmente. Mas essa saudade não me impede de curtir nossos momentos maravilhosos."

terça-feira, 3 de maio de 2011

Doce de maçã - reeditado (a receita foi parar na Bélgica!!!)

Há uns bons anos, quando planejava o jantar do aniversário do maridão, encontrei uma vizinha no açougue e comentei que queria algo diferente para o jantar. Ela me sugeriu este doce para acompanhar o lombo assado e um outro de uva para servir como sobremesa. D. Amália não só me deu a receita como veio me dar as dicas das duas delícias. Foi um sucesso no jantar!!! Servimos, depois, inúmeras vezes nos jantares que organizávamos no Lions e todo mundo apreciava muito.
É um doce fácil de fazer, muito barato, só necessita de paciência pra esperar o tempo certo em cada etapa. Mas vale a pena, o sabor é delicioso e ele pode acompanhar carnes ou ser servido como sobremesa.
Vamos à receita:
Doce de maçã
1 kg de maçãs nacionais (as menores que encontrar)
1/2 kg de açúcar
1/2 copo de água
1 pacote de gelatina vermelha
Como fazer:
Descasque as maçãs e acomode-as no fundo da panela de pressão (sempre cabe 1 kg das maçãs ali). Não pode sobrepor em camadas. Faça apenas uma camada de maçãs no fundo. Se quiser fazer mais quantidade tem de ser 1 kg por vez!!!
Salpique o açúcar. A receita pede meio quilo, mas eu uso apenas 1 1/2 xic de açúcar.
Dissolva a gelatina (qualquer sabor de cor vermelha) no 1/2 copo de água fervente.
Tampe a panela e deixe a maçã descansar por 10 horas NÃO LEVE AO FOGO AINDA. Depois desse tempo, abra a panela, vire as maçãs , feche a panela e coloque no fogo. Quando a panela apitar (soltar vapor), marque 5 minutos e desligue. Deixe esfriar sen destampar a panela para as maçãs não murcharem. NÃO ABRA A PANELA ATÉ QUE ESFRIE COMPLETAMENTE (também demora algumas horas).
Vale a demora, vale a espera, pq o sabor é delicioso e o visual delas depois é lindo!!! Esqueci de fotografar quando abri a panela e quando servi. Só me lembrei das fotos na hora de comer...rs
Variação: Se quer dar um charme à mesa, faça uma receita com gelatina verde ou gelatina amarela e coloque as vermelhas em volta.

Hoje, dia 3 de maio de 2011, recebo a foto do doce que a querida Paola fez, com a minha receita, lá na Bélgica. Ela e Concetta, Nicola e Bruno me deram o prazer de sua visita na semana do carnaval e eu servi este doce. Gostaram e levaram a receita. Eis o resultado que a Paola publicou no facebook:
" Eu fiz "appel" doces aqui està o resultado. Da proxima vez, use maças menores ... Eles sao muito bons, quase como a de Veronica. Beijos Veronica." - Recadinho da Paola.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Boas surpresas!!!


Minhas aluninhas do Projeto de Reutilização de Retalhos fizeram uma festinha  pra mim e eu fiquei sem palavras tamanho o carinho que recebi delas. Saio de cada aula realizada, revigorada e , ontem, muiito emocionada. Sou uma manteiga derretida, não em jeito!!!
Aprendi que temos de contar as bençãos que recebemos diariamente e essa surpresa foi uma das grandes bençãos do meu dia.
E tome supresa!!!
Estou trabalhando com elas um trançado no tecido, um meshwork básico, e uma das aluninhas queridas (a danadinha tem 83 anos e é um espetáculo nas artes!) veio à aula com uma ecobag customizada com o que ensinei. Babei, claroooooooooooooo...e registrei também. Olhem o charme dela:

domingo, 24 de abril de 2011

Dia de Jorge!!!


Todo mês de abril, no domingo anterior ao dia de São Jorge, meu padroeiro, acontece a procissão dos cavaleiros devotos do meu Santo, em Valença. Neste ano , por ocasião da coincidência de datas com a semana Santa, a procissão aconteceu dia 24/04. Sempre me emociono demais , pois nasci num dia de São Jorge e minha mãe tinha especial carinho por essa procissão. Ficava com medo dos cavalos e dos cavaleiros (alguns bebem além da conta) que passavam na sua calçada, mas vibrava, rezava, ria, ficava feliz demais. Todos os anos, depois que ela morreu, fico na esquina da casa onde ela morava, esperando a procissão chegar,  e viajo no tempo. Quase ouço a sua voz falando com os netos, que sempre estavam por aqui: " crianças, cuidado, saiam da beirada, o cavalo pode estranhar vcs"...e repetia sem parar, tb: "que coisa linda, que dia lindo, São Jorge proteja nossa família!!!"  Momentos inesquecíveis!!! E como sinto saudades do meu aniversário ao lado dela, sempre tão alegre , me ajudando no almoço do dia, já que Seu  Alcy e d. Ceminha, meus sogros queridos, sempre vinham comemorar comigo. Era uma festa só. Hj percebo como eles enchiam a minha vida de magia e encantamento com as pequenas (na realidade, enorrrrrrrrrrrrmes) atitudes de carinho e atenção nessa e em muitas outras datas. Fui privilegiada por conviver com seres encantados, com certeza!!!

Já citei a procissão aqui: São  Jorge , mas não podia deixar de registrar novamente este momento tão significativo para mim, que tive o privilégio de nascer no dia de um Santo tão especial.

O que me faz feliz...

Há algum tempo houve um concurso na REvista Bons Fluidos em que deveríamos escrever sobre o que nos faz felizes. Claro que não ganhei o concurso, mas deixei lá o meu registro. Divido com vocês:
"O que me faz feliz é receber o abraço dos meus filhos. Nesse momento, sinto-me poderosa, amada, completa.... Há alguns anos, meu pescoço apreciava aqueles bracinhos roliços que mal conseguiam enlaçá-lo. Depois de um tempo, os bracinhos enlaçavam as minhas pernas e, sem que eu percebesse, já estavam enlaçando os meus quadris. E a vida seguia e os bracinhos mudavam de lugar: o estômago, as costelas, na altura dos seios, os ombros e, novamente, o pescoço. Mas numa outra perspectiva: estávamos do mesmo tamanho, olhos nos olhos, de igual para igual. Mas o tempo não pára!!! Eis que hoje, quando sinto aqueles braços fortes me enlaçando, preciso erguer os meus olhos para olhar os olhos que tanto amo e o abraço quase não cabe, porque meu coração pula de orgulho, alegria e felicidade e eu toda aumento de tamanho. Mas eles são fortes, já disse, e me enlaçam inteira como se reconhecessem que é daquela matéria, que seus braços agora abraçam por inteiro, que eles são feitos. E nada mais importa nessa vida.... Nesse momento inigualável, eu sou mais do que feliz, sou mais do que mãe, eu me sinto mais perto de Deus.

E ontem, meu aniversário, receber o abraço deles me fez lembrar dessa postagem que fiz em 2009. O meu melhor, o meu maior presente é receber o abraço da minha família, sempreeeeeeee!!!!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

São Francisco e a Oração da Paz

Senhor,
Fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver duvida, que leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre,
Fazei que procure mais consolar, que ser consolado;
compreender que ser compreendido;
amar, que ser amado.

Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que vive para a vida eterna.


Boa oração para começarmos a semana. Minha irmã gostou do São Francisco e o ganhou como presente de aniversário. É mais do que justo, pois Francisco faz parte da nossa vida. Nossos Bisavô, Avô, Pai, Tio, Primo e Irmâo receberam este nome. E o São Francisco quis ficar na família também!