quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Eu ganho o presente e vocês também!!! PAP DE FLOR E ENFEITE DE NATAL


Ganhei da minha prima Leila, da Casa das bonecas de pano de Ipiabas, uma almofada de flor de coração e um varal com as mesmas flores , em tamanho menor, combinando. As cores, o trabalho, o carinho chamaram a atenção. Minha almofada ficou linda na minha poltrona de jeans reciclado e o varal, transformei num grande móbile preso à coluna que divide um ambiente aqui em casa. Ficou lindooooooooo!!! Mas elas já vão para outro lugar, pq dei uma reformada aqui em casa e  ficarão perfeitas em outro ambiente. Mostro pra vocês em breve.
E o melhor de tudo é que a Cris Turek, da Vila do Artesão, montou um pap maravilhoso dessa flor e também do Varal de flores de Natal, usando a flor ensinada.

Confiram, pq está tudo muito bem explicado e o momento para montar esse arranjo de Natal é agora. Mãos à obra, gente queridaaaaaaaaaaaaaa.
Prima querida, muito obrigada pelo presente, adoreiiiiiiiii, já agradeci antes, mas hoje reforço o agradecimento de peças tão lindas e aproveito para mostrar como ficaram em minha casa.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O meu castelo!!!

Lembrando e parodiando Pessoa: "Pedras no caminho? Guardei todas e construí o meu castelo!"

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Chita é tudo!!!



Tenho uns banquinhos já bem usados que precisavam de uma repaginada. Nas minhas arrumações, visualizei um lugarzinho perfeito para eles, debaixo de um aparador na salinha do telefone, onde fiz mosaico com pastilhas em tom de azul em uns porta retratos. Feliz da vida, colei uma espuma fina no assento, cortei a chita, colei com todo cuidado e adorei o resultado. Aí fui colocar onde tinha imaginado. Já na hora não gostei muito . Esperei o marido chegar e mostrei pra ele... Ele me olhou com uma cara de espanto e nem precisou falar mais nada...tirei o banquinho de lá rapidinho...rs Foi muito engraçado, pq eu vizualizei o quadro todo, contei pra ele como faria, ele também gostou da ideia... mas , como dizem, a teoria , na prática, é outra.... E tudo tem o seu lugar certo, não adianta querer inovar demais... O banquinho ficou lindo, mas não combinou nadica de nada com as outras coisas. Conclusão, foi para o ateliê, onde já tenho um caixote de feira forrado com chita , e lá ficou perfeito!

Em fase de mudanças...


Flor chamada de falsa íris, que se esparramou pelo meu quintal.
Estou ausente do blog e andei levando puxão de orelha de algumas pessoas queridas por estar sumida daqui. Que maravilhaaaaaaaaa saber que meus leitores se importam e sentem falta... E que estou em fase de mudanças. Mudanças internas e externas. Não estou dando conta das ideias que pululam na minha cabeça me forçando a mudar, a mudar e a mudar. REsolvi , então, mexer também com a decoração da minha casa pra começar a dar vazão a tanta energia boa. Inicialmente, pensei em refazer apenas uma sala, onde estava a minha loja, que mudei de lugar também. Essa eu conto depois. Como uma coisa puxa outra, dei uma repaginada na salinha do computador (que agora virou sala de leitura) no quarto de hóspedes, na sala de jantar. Ainda não terminei, claro. E também pintamos a frente da casa, que andava meio apagadinha. E flores e flores novas pra ajudar a transformar tudo. Isso me tomou todo o tempo e a disposição...Dizem que a primavera provoca mudanças, desejo de florescer, de renovar, de colorir. Estava sentindo na pele os efeitos da estação, antes mesmo que ela chegasse. Agora que contei o motivo do sumiço, volto com minhas artes e minhas palavras por aqui. Vou contando aos poucos e mostro o que andei fazendo, tá? Que bommmmmmmmm estar de voltaaaaaaaaaaa!!! Muiiita saudade de vocês!!!!

Aqui já andei falando sobre  casa arrumada. Vale a pena dar uma olhadinha no poema de Drummond.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ATENTADO CULTURAL - LIVROS PRECISAM CIRCULAR

"Livro precisa circular. Livro sem leitor é rio seco, jardim sem flor, céu nublado" Gift e frase tirados deste blog
ATENTADO CULTURAL - Movimento que está circulando no facebook e compartilho com vocês, queridos amigos:
"No sábado, dia 20, façamos a diferença. Deixe um livro (você sempre tem um que não lerá mais) num ponto de ônibus, praça de alimentação, banco de jardim, balcão de padaria, açougue, farmácia... Se você apoia esta ideia, compartilhe e divulgue em outras mídias. UM DIA = UM LIVRO. 20 DE AGOSTO. UM SÁBADO "A GOSTO". Com dedicatória no livro ainda fica mais legal."
Minha amiga querida Jussara, do blog Juju, sugere esta dedicatória: "Não estou perdido, sou um livro livre. " Eu acrescentarei nos meus: "Leia e repasse".

Lendo alguns artigos sobre a importância da leitura, encontrei este,muito bom, que copio com a devida autorização do blogueiro Anibal Bragança.

"Literatura, filosofia e amizade – Drummond e Sloterdijk O que há de mais importante na literatura, sabe? é a aproximação, a comunhão que ela estabelece entre seres humanos, mesmo à distância, mesmo entre mortos e vivos. O tempo não conta para isso. Somos contemporâneos de Shakespeare e de Virgílio. Somos amigos pessoais deles. Se alguém perto de mim falar mal de Verlaine, eu o defendo imediatamente; todas as misérias de sua vida são resgatadas pela música de seus versos. Como defenderia um amigo pessoal. (...) o maior prêmio de Estocolmo ou dos Estados Unidos não vale o telegrama de amor que alguém desconhecido, e que não conheceremos nunca, nos manda lá do Pará porque leu uma coisa nossa e ficou comovido e rendido. Carlos Drummond de Andrade, Tempo, vida, poesia. Confissões no rádio. Rio de Janeiro: Record, 1986, p. 58 * Livros, observou certa vez o escritor Jean Paul [1763-1825], são cartas dirigidas a amigos, apenas mais longas. Com esta frase ele explicitou precisamente, de forma graciosa e quintessencial, a natureza e a função do humanismo: a comunicação propiciadora de amizade realizada à distância por meio da escrita. O que desde os dias de Cícero se chama humanitas faz parte, no sentido mais amplo e no mais estrito, das conseqüências da alfabetização. Desde que existe como gênero literário, a filosofia recruta seus seguidores escrevendo de modo contagiante sobre amor e amizade. Ela é não apenas um discurso sobre o amor à sabedoria, mas também quer impelir outros a esse amor. Que a filosofia escrita tenha logrado manter-se contagiosa desde seus inícios, há mais de 2.500 anos, até hoje, deve-se ao êxito de sua capacidade de fazer amigos por meio do texto. (...) Faz parte das regras do jogo da cultura escrita que os remetentes não possam antever seus reais destinatários; não obstante, os autores lançam-se à aventura de pôr suas cartas a caminho de amigos não-identificados.
Peter Sloterdijk, Regras para o parque humano: uma resposta à carta de Heidegger sobre o humanismo. Trad. de José Oscar de Almeida Marques. S. Paulo: Estação Liberdade, 2000, p. 7-8.

 Depois de citar dois grandes autores, Anibal Bragança continua: "Não resisti a registrar a coincidência de posições sobre o maior valor da literatura e da filosofia, entre nosso poeta maior, definida em entrevista concedida a Lya Cavalcanti, em programa na Rádio MEC, só muito tempo depois transcrita e publicada, no livro Tempo Vida Poesia, que merece ser revisitado, e a do polêmico filósofo alemão, nascido em 1947, e autor, também, de O desprezo das massas. Ensaio sobre lutas culturais na sociedade moderna. Para mim, sem qualquer dúvida, os livros foram ponte para a construção de amizades, distantes e, especialmente, próximas. Tudo começou quando, em 1966, iniciei minha atividade de livreiro em Niterói (Encontro, Diálogo, LUFE, Centro do Livro/Livros para Todos, Pasárgada), que se estendeu até 1986. Foram 20 anos fazendo muitos amigos e amigas através de livros e leituras. E vivi ainda, tempos depois, a breve experiência, da criação do Sebo Fino. Na Universidade, em relação mais delicada e complexa com alunas e alunos, tivemos sempre livros como mediadores, às vezes felizes outras nem tanto. Já então se iniciava um tempo em que, mesmo no ensino superior ler livros ou mesmo capítulos, se faz, em geral, com alguma resistência, maior ou menor. As exceções, de jovens aficicionados pela leitura, confirmam a regra e trazem muitas recompensas. Quando foi publicado o Livraria Ideal, do cordel à bibliofilia, em 1999, ah!, quantas alegrias, dessas a que se refere o Drummond. Com alguns leitores, ficamos amigos 'para sempre' a partir da história de Silvestre Mônaco e sua livraria em Niterói. E você, rara leitora e leitor, tem alguma história de amor ou de amizade construída a partir de livros e leituras, como nos indicam Drummond e Sloterdijk? Acrescente seu comentário"

Portanto, amigos, participem, colaborem ,divulguem. O que mais precisamos no momento, neste país, é contribuir para aumentar a cultura das pessoas. Bjs da Arteira

sábado, 13 de agosto de 2011

Casa com vida segundo Drummond


Casa arrumada  é assim:

Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.

Recebi por email este texto  creditado a Carlos Drummond de Andrade. Não sei se é mesmo dele, mas tinha de compartilhar. Adoreiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!