segunda-feira, 4 de maio de 2009

Antes de partir...

Quando assisti ao filme, fiquei pensando na lista de coisas/experiências que gostaria de viver/fazer antes de partir. Pensei em tantas coisas.... Comecei uma lista, mudei, fiz outra, mudei... Já havia feito uma lista para 101 coisas em 1001 dias. Li, reli e nada resumia o que eu queria. Então, numa comunidade do orkut a qual pertencia, foi criado um post sobre isso. Voltei ao que havia escrito, li outra vez, reli, e não estava satisfeita. No mesmo período, havia postado um artigo sobre a arte de dizer não, que coloquei aqui. Aí, refleti bem e achei que meus anseios/desejos/necessidades resumiam-se a pouca(???) coisa.
Registrei lá:

"Há algum tempo, a única coisa que eu queria, antes de partir, era ter certeza de que meus filhos estavam crescidos o suficiente para viverem sem mim. Não por ser possessiva, como sou, reconheço, mas por receio de que fossem criados por outra pessoa que não passasse a eles o que eu achava que deveriam saber para viverem como seres humanos respeitosos e respeitáveis. Eles cresceram como eu desejei que crescessem e agora já sabem (ou pelo menos tentam aprender a) se virar na dança da vida.

Então hoje, o que quero antes de partir é, apenas (!!!):

Ter netos.
Enxergar até o fim
Aprender a dizer não
E ter coragem de dizer sim."

domingo, 3 de maio de 2009

E a vida era mais doce!

Enquanto escrevia a receita do cuscuz no post anterior, estava me lembrando de bons momentos vividos ao redor da mesa, aqui em casa. E de como sou lembrada, por amigos nossos e dos meninos, pelos doces, lanches, festinhas, que adoro fazer. Ontem mesmo, uma amiga querida, Rosane, que não vejo há tempos, disse que vai aparecer aqui, mas perguntou se faço profiteroles pra ela. Lembrei de como esses profiteroles faziam sucesso. Eram muito gostosos mesmo. Uma vez, uma amiga , Concetta, fez um chá na casa dela e me ensinou uma outra calda para o profiteroles, deliciosa. Bem, é na Europa que ele nasceu, então, ela, nascida naquele continente também, tinha a manha para tornar essas receitas ainda mais deliciosas. E cada vez que fiz, recebi elogios pela delícia de sobremesa. Aliás, há tempos não faço.
Recordei-me também que um dia, caminhando na praia, encontrei uma amiga daqui e suas meninas. Conversamos sobre diversos assuntos e, invariavelmente, a conversa foi pra cozinha. Eu dizia que não tinha faxineira em Nit e elas, brincando, disseram que iriam lá em casa e fariam a limpeza pra mim, contanto que eu fizesse um lanche como antigamente. Rimos muito, mas o lanche ainda não saiu, nem a faxina. Preciso remediar isso...
Aqui em casa sempre havia algo interessante, principalmente nas férias, como festivais de pizza, tardes de lanche entre jogos de Mau mau, Imagem e ação, Academia, Jogo do poder, entre tantos. Era uma farra só!!! A casa vivia cheia de garotada e eu curtia isso demais. Qualquer um dos amigos de infância dos meninos, que frequentavam nossa casa, sempre se lembram com saudade desses momentos.
E o cachorro quente, que faço com frequência , ainda, com linguiça pura, feita na nossa cidade mesmo? O Leo, queridíssimo, por exemplo, come o molho puro, no prato, depois de comer no pão. Todos gostam muito. E o mais interessante: descobri, através da minha nora, que em SP o cachorro quente é feito com salsicha e muitos comem com purê de batata. Nem ela, nem sua família, conheciam o cachorro quente feito com linguiça. E apreciaram bastante, ainda bem.
Lembrei agora, também, do bolo mesclado coberto com marshmallow e recheado com suspiro assado, coco, pêssego, creme (receita adaptada da Suelita) que era figura principal nos aniversários. A garotada adorava e vibrava quando eu dizia que ainda tinha marshmallow na geladeira.
Bem, os suspiros eram outra delícia. Eu ganhava claras de uma amiga que vendia quindins. Eles me auxiliaram bastante quando o Rafa teve hepatite. Diziam que suspiro era bom, então eu fazia sem parar. O Leo (de novo o meu filhão emprestado), vendo Rafa saborear os suspiros durante esse período, brincou que queria pegar hepatite só para que eu fizesse suspiros pra ele. Pois é, pegou. E a dele foi brava, ele custou a ficar bonzinho. Mas comeu muito suspiro...rs
Dias atrás, conversando com a Ângela, minha parceira de boa mesa daqueles tempos, lembramos de como era bom quando as crianças eram pequenas e fazíamos e comíamos tantas coisas gostosas, sem sentimento de culpa algum. Numa cidade pequena, sem atrativos, nossa diversão era nos reunirmos em volta de uma boa mesa, ou até mesmo na cozinha, e fazermos coisas gostosas, enquanto os filhos brincavam. Era mesmo muito bom. Não pensávamos que isso ou aquilo faria mal à saúde, que podíamos engordar, que tínhamos de fazer dieta, porque a moda exigia. Qual o quê!!! Queríamos era curtir aqueles preciosos momentos juntos, vendo a alegria dos filhos brincando dentro de casa, felizes.
Aí vejo como me assemelho à mamâe também nisso. Na casa dela nunca faltava aquele cafezinho com um bolinho, broa, bolinho de chuva. Todos que a conheciam gostavam de dar uma passadinha na casa dela, ouvir bons conselhos, tomar um cafezinho gostoso e sair com a alma mais leve. TErapia do café!!! Quem sabe eu não serei lembrada, quando me for, pela terapia dos lanches??? Pode ser!!! Lembrada pelo amor e alegria com que recebo todos aqui em casa, isso eu sei que serei.

Cuscuz de tapioca (doce)


Todas as vezes que faço essa sobremesa, recebo elogios e pedidos da receita. Já distribuí por aí. Ontem fui almoçar em casa de amigos queridos e queria levar uma sobremesa, e como sei que a Helena gosta dessa, fiz o cuscuz, mas de um modo mais rápido e em menor quantidade. Anotei tudo e aqui está:

Cuscuz de tapioca (doce)

1 xícara de tapioca
6 xícaras de leite
1 lata de leite condensado
1 vidro pequeno de leite de coco
2 pacotes de coco ralado de 50 g (ou 1 de 100)

Coloque numa vasilha 1 xícara de tapioca e misture bem com 2 xícaras de leite frio. Deixe hidratar um pouco e, enquanto isso, esquente 4 xícaras de leite. Junte à mistura, mexendo bem . Deixe descansar por umas duas horas , mas mexa a mistura de vez em quando, porque ela vai engrossando.
Passadas as duas horas, acrescente 1 vidro pequeno de leite de coco,, 1/2 lata de leite condensado e 1 saquinho de coco ralado de 50 g. Misture bem e deixe descansar por mais uma meia hora. Feito isso, leve a mistura ao fogo (baixo) , mexendo sempre para engrossar mais um pouco e dar liga ao doce. Não é necessário ferver. Percebeu que está engrossando, desligue. Se achar que engrossou demais, não se apavore. Coloque mais uma xícara de leite e misture bem. Depois, coloque num pirex, cubra com o restante do leite condensado (vá derramado a lata aos poucos) e coco ralado.
Espere esfriar, cubra e leve à geladeira. Depois, delicie-se. Ha quem goste de colocar mais leite condensado na hora de servir (como na praia, ai que delícia!!!), mas ele já tem um sabor bem gostoso mesmo sem isso.
Pode ser feito também com coco fresco.
Obs: Nas primeiras vezes que fiz, deixei a tapioca de molho de um dia para o outro, na geladeira, e ia mexendo de vez em quando. Há uma sutil diferença na consistência entre as duas formas, mas o sabor é o mesmo, por isso, na pressa, faço como ensinei acima.

sábado, 2 de maio de 2009

Trajetória virtual

O mundo virtual me fascina! Desde que descobri do que esta caixinha é capaz, que não consegui dela me afastar mais. Fui me apaixonando devagar, descobrindo tudo aos pouquinhos, pois não sabia nem mexer na máquina e ela me assustava terrivelmente. Ficava vendo os meus meninos digitando, mexendo daqui e dali, e me aventurava quando o computador ficava desocupado. Eu os irritava perguntando, sem parar, como era isso e aquilo, que botão podia apertar, como poderia fazer determinada coisa etc...
Entrei no mundinho virtual começando pelos emails que o Rafa criou pra mim, mas tinha poucos contatos até que conheci o ICQ. Ahhhhhhhhhh... aquilo , pra mim, era o máximo!!! Poder “conversar” com pessoas conhecidas ou estranhas sem sair de casa, apenas digitando (opssssssssssssssss....catando milho, porque não terminei meu curso de datilografia, ficava namorando meu marido durante as aulas) era demais para minha cabeça. Fui fazendo amizades e adicionava todo mundo, sem critérios. Quando percebia que o que o outro queria não era bem uma conversa amigável, tratava de desconversar e bloquear rapidinho. Uma vez um menino da idade dos meus, acho, me adicionou porque queria saber sobre minha cidade, onde viria em breve e ele tornou-se, durante muito tempo, um “filho virtual”, pois me ajudava nas ciberdúvidas que surgiam, enquanto papeávamos ao mesmo tempo em que falávamos sobre tudo. E até descobrimos amigos reais em comum. Nem acreditei!!!!!!!! Daí, passei a freqüentar as salas de bate-papo. Nossaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.... era bom demais!!! Comecei por uma sala de bate-papo sobre futebol, no Bol, (nem lembro como fui parar lá, porque nem ligo para futebol), onde encontrei uma turma maravilhosa, de vários cantos do país. Pessoas variadas que me fascinavam, pois me possibilitavam trocar idéias sobre todo tipo de assunto e eu podia expandir meu conhecimento e mostrar, pra mim mesma, que eu, mulher do interior, tinha condições de manter um papo com pessoas de um bom nível cultural. Lá também tratei de arranjar uma “filhota virtual”, a Cla, menina maravilhosa que conheci pessoalmente e com quem ainda mantenho contato. Nós nos divertíamos muito e a sala, no horário que entrávamos, sempre de madrugada, era uma festa. Aí, acabaram com a sala de futebol e o grupo foi se dispersando. Acabei indo parar num bate-papo por idade, no UOL. Virava as noites conversando e, muitas vezes, subia na ponta do pé para não acordar o marido. Lá também fiz ótimas amizades, diverti-me muiiito. Nós parecíamos crianças, algumas vezes. Criávamos nicks extravagantes , mas mantínhamos os nossos nicks nornais, e nos divertíamos falando abobrinhas, contando piadas, rindo sempre. Duas queridíssimas, de um humor incrível, me proporcionaram momentos de gargalhadas que eram difíceis de segurar. Havia também dois amigos que protagonizavam momentos hilários nas salas. Muitas vezes tentávamos tapear um ou outro, entrando no reservado e digitando muita besteira, mas o nosso modo de escrever e o humor danado nos entregava. Algumas amigas conheci pessoalmente e , pelo menos uma vez por ano, saímos para papear. Muitas outras amizades perderam-se no mundinho virtual, infelizmente. Se ficamos um tempo sem entrar, tudo já e diferente. O tempo virtual é mais acelerado ainda que o mundo real e pode-se perder contato rapidinho. Assim, larguei as salas e descobri o Orkut, logo no comecinho dele. Outra maravilha!!! Fiz parte de comunidades incríveis, tínhamos discussões espetaculares sobre todo tipo de assunto. Fiz mais um número grande de amigos com muitas idéias em comum. Porém, quando as comunidades começaram a trocar assuntos legais por brincadeiras que não me acrescentavam nada, comecei a me desiludir com elas. São raras as comunidades nas quais ainda se tem prazer em participar. Hoje, entro para ver recados de amigos queridos, deixar um alô rápido e mais nada. Uma pena. Ainda aprecio muito, justamente pela possibilidade que o Orkut nos dá de reencontrarmos pessoas que fizeram parte da nossa vida em algum tempo e de quem nos distanciamos por motivos diversos. Isso não tem preço. Quando encontro alguém assim, é uma alegria ímpar para mim. Mas aquela expectativa do começo, já não existe mais.
E hoje, eis-me aqui, blogando, achando tudo muito natural, com poucas dúvidas, e feliz da vida por estar completamente mergulhada neste mundinho cibernético. Bem.... tenho o Msn, Skype, estou também no Facebook, no Myspace e em outros mais antigos, e já andaram me deixando curiosa com o twiter...Mas, acho que cheguei ao meu limite. Nada de novidades mais....
Por enquanto....

VR 1 - De tudo, fica o carinho!

Não chegou a dois anos, mas foram alguns dos nossos dias mais bem vividos o período em que moramos em Volta Redonda. Sempre que me lembro de lá, é com um misto de alegria e saudade. Foi um período intenso, de muita amizade, muita alegria, festas, passeios, boas comidas e até enchente. Tudo era diversão, éramos casais jovens, com filhos pequenos e cheios de desejo de fazer dos nossos casamentos algo muito bom para toda a vida. As amizades ficaram para sempre, ao menos na nossa lembrança. Com algumas amigas queridas, o contato permanece, com outros, temos notícias esporádicas, mas a amizade iniciada ali está viva na lembrança. De vez em quando rio sozinha lembrando alguma coisa. Uma vez estávamos prontos para ir a Penedo, se não me engano. Rosane estava amamentando sua caçulinha, Nanda, na varanda , vestida com uma blusa de lã azul e, quando me viu, entregou a tesoura pedindo que eu cortasse um fio puxado da blusa, que estava aparecendo. Falei que não podia fazer isso porque ia estragar a roupa. Então ela pediu ao meu marido pra fazer. Na mesma hora, com a maior boa vontade de sempre, ele cortou o fio...e a blusa virou um buraco só, desmanchou a frente todinha. Nem me lembro se ri primeiro ou se dei bronca nele antes, mas sei que deste momento não me esqueci. Lembro da cara dele, desconcertado, e dela, com o sutiã aparecendo e rindo da situação com a bebê no colo. Coitado, como podia imaginar que um pedacinho de fio, pequeno, fosse fazer um estrago daqueles??? Neste momento, escrevendo aqui, dentro das minhas lembranças de antigamente, me penitencio: dou bronca demais no meu amor. Não sei como ele consegue me agüentar. Claro que, depois de 36 anos juntos, os pequenos defeitos já viraram uma montanha assustadora, tanto os meus quanto os dele, mas preciso me penitenciar e tentar ser menos rabugenta com esse homem que nem falta adivinhar o que quero ou preciso. Ele já sabe antes de mim. E me cobre de atenção e cuidados. Nessa lembrança deliciosa, de repente, veio essa imagem de mulher chata, que reclama, que não dá espaço pra ele fazer as coisas e errar, o que é normal. Eu brigo antes, durante e depois. Credooooooooooooo..... Não pode ser normal! Hummmm...preciso mudar, urgentemente! Essa imagem me pesou....

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Customização 2

Trouxe esta carteira para minha nora, de Natal. Ensinei e ela confeccionou umas flores para dar um outro visual à carteira:

Flores de feltro, no detalhe (a idéia da pérola em cima foi dela, menina criativa!):